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Sarah Rodrigurs • 20 de maio de 2022

Amor? sim primeiro o próprio.

Está na hora de repensar tudo que você sabe sobre como ser bem-sucedido em sua vida profissional. 

Amor próprio é a maneira que encontramos de apreciar nós mesmo.



Aprender a desenvolver o nosso amor próprio é compreender que você é a pessoa mais importante da sua vida, assumindo estar no controle do seu bem-estar e de sua própria vida, assimilando as suas responsabilidades e escolhas

sem terceirizar para outras pessoas.


Quando estamos com o nosso amor próprio em dia, aprendemos a abrir mão de tudo aquilo que não nos faz bem.

Abrindo mão das coisas que não nos acrescentam, aprendendo a dizer não sem medo.


E quando não estamos com o nosso amor próprio em dia, como costumamos agir? Tendo dificuldades em colocar os nossos limites para as outras pessoas, falando sim quando queremos dizer não, mendigando atenção e afeto em função da nossa carência, aceitando imposições que não são do nosso agrado apenas para evitar o sentimento de estar desagradando aos outros.


O porque temos dificuldade em desenvolver o nosso amor-próprio? Pode ser algo cultural, originado de uma baixa autoestima, na qual a pessoa pensa que ela precisa agradar ao outro para se sentir aceita e amada. Ela tem medo de colocar a sua opinião para não desagradar e não se sentir rejeitada.


Porém, quando uma pessoa tem medo da rejeição do outro, é comum que aconteça dela se rejeitar pois está constantemente negligenciando seus desejos e vontades para manter a harmonia que ela acredita que precisa ter em suas relações.


Quando estamos com o nosso amor próprio em dia, nos sentimos mais felizes porque aprendemos a nos colocar sem o medo de julgamento. Sabemos que outras pessoas podem continuar ao nosso lado mesmo que não concordemos sempre, pois compreendemos que temos a nossa individualidade.


A solidão não é mais algo tão temido, pois quem desenvolve o amor-próprio entende sobre a solitude: o prazer da sua própria companhia.


Muitas pessoas crescem em ambientes que são tóxicos, com críticas e cobranças excessivas, e, desta maneira, aprendem de uma forma distorcida que precisam se doar demais em suas relações, e quando começam a pensar em si próprias acabam se sentindo culpadas.


A autocrítica é constante quando há a cobrança de ser agradável, perfeito e não cometer erros. O que obviamente não acontece na realidade.


Amor-próprio é compreender que erramos, que não somos perfeitos e nem precisamos parecer ser. Ele se transforma quando você se aceitar ser como você é. Somente deste modo as pessoas passam a lhe aceitar e respeitar, pois quem coloca limites em sua vida é você.


 Apenas você sabe dos momentos difíceis que já enfrentou e também do que lhe faz se sentir verdadeiramente feliz, pleno e realizado. Não dá para terceirizar o sentimento de felicidade ele é individual o que podemos fazer é compartilhar destes momentos.


Desenvolver o seu amor-próprio é a chave para uma vida com mais sentido, significado e, consequentemente, mais feliz.

Blog da Jornada Interior

21 de fevereiro de 2025
O que você sente é amor ou dependência emocional? Nem sempre a resposta é clara. Quando estamos envolvidas em um relacionamento, é fácil confundir a intensidade com amor, a necessidade com apego e o medo de perder com compromisso. Mas o verdadeiro amor não aprisiona, não exige sacrifícios excessivos e, principalmente, não nos faz perder nossa identidade. A dependência emocional muitas vezes se disfarça de amor, mas no fundo, ela se baseia em insegurança, medo e na necessidade constante de validação. Walter Riso, psicólogo e autor de diversas obras sobre o tema, explica que, quando uma relação se torna um refúgio contra a solidão e não um espaço de crescimento mútuo, já não estamos falando de amor—estamos falando de dependência. Se você sente que sua felicidade depende inteiramente do outro ou que não consegue imaginar sua vida sem essa pessoa, talvez seja hora de se perguntar: isso é amor ou apenas medo de ficar sozinha? 8 Sinais de que Você Está Confundindo Amor com Dependência Emocional 1. Você teme ficar sozinha a qualquer custo O pensamento de não ter essa pessoa na sua vida te paralisa. Você não consegue imaginar uma rotina sem ela e sente um vazio insuportável só de pensar na possibilidade da separação. Walter Riso alerta que o amor saudável existe na presença, mas não se anula na ausência. 2. Você sacrifica seus próprios desejos e necessidades Agradar o outro se torna prioridade, mesmo que isso signifique abrir mão dos seus próprios sonhos e vontades. Aos poucos, você se anula para manter a relação. Se o outro se torna o centro da sua vida e você perde sua identidade no processo, isso não é amor—é dependência. 3. Seu amor depende da aprovação do outro Sua autoestima oscila de acordo com a atenção que recebe. Se a pessoa demonstra carinho, você se sente bem. Se ela se distancia, você questiona seu valor. O verdadeiro amor não deveria ser uma busca incansável por validação externa. 4. Você vive em alerta, preocupada com cada comportamento do parceiro O medo de rejeição ou abandono faz com que você vigie cada atitude do outro, buscando sinais de que algo está errado. Sua paz depende do humor e das ações dele. Relacionamentos saudáveis são construídos sobre confiança, não sobre vigilância constante. 5. Você tolera comportamentos abusivos ou desrespeitosos Mesmo quando sabe que está em uma relação prejudicial, permanece. Você justifica atitudes inaceitáveis, perdoa repetidamente e acredita que o amor pode mudar tudo. O amor verdadeiro nunca exige que você suporte o insuportável. 6. Você acredita que a relação vai melhorar se o outro mudar Você se agarra à ideia de que, com tempo e esforço, as coisas vão se ajustar. A esperança de mudança se torna a única razão para continuar. Mas e se a mudança nunca vier? Quanto tempo da sua vida você está disposta a esperar? 7. Sua felicidade depende exclusivamente do relacionamento Seus projetos, sonhos e amizades ficam em segundo plano. Você sente que não há vida fora da relação, como se sem essa pessoa, você deixasse de existir. O amor saudável complementa sua vida, não a consome por inteiro. 8. Você sente culpa por impor limites Dizer “não” parece errado. Você se sente egoísta quando tenta se priorizar, porque aprendeu que amar é sempre ceder. Mas o amor que exige a sua renúncia constante não é amor—é aprisionamento. A Diferença Entre Amor e Dependência Walter Riso resume bem essa questão ao dizer que “a dependência emocional não é amor, é um vício”. Quando estamos emocionalmente dependentes, não amamos de forma livre e saudável—nós nos agarramos ao outro como se fosse a única fonte de felicidade possível. O verdadeiro amor, por outro lado, não gera medo. Ele permite que sejamos quem realmente somos, sem medo de perder, sem precisar se anular, sem precisar implorar por afeto. Se você se identificou com esses sinais, talvez seja o momento de olhar para dentro e se perguntar: o que me impede de me amar primeiro? O primeiro passo para romper esse ciclo é reconhecer que você merece mais. Que sua felicidade não pode depender exclusivamente de alguém. Que o amor verdadeiro não diminui—ele expande. Talvez seja hora de se resgatar.
21 de fevereiro de 2025
Toda mulher, em algum momento, percebe que se perdeu de si mesma. Nem sempre é abrupto. Às vezes, é um processo sutil, como uma maré que, aos poucos, apaga seus contornos, sua voz, seus desejos. Sem perceber, ela começa a se moldar às expectativas alheias, a diminuir sua luz, a aceitar relações que não a nutrem—mas que evitam a solidão. A necessidade de ser escolhida pode se tornar uma prisão invisível. Ela se adapta, cede, justifica ausências, minimiza dores. Convence a si mesma de que aquilo basta. Mas, no fundo, um incômodo persiste. Algo parece errado. E está. Porque quando o amor exige que você se encolha para caber, ele deixa de ser amor e se torna condicionamento. Muitas mulheres carregam a crença de que precisam ser “boas o suficiente” para merecer afeto. Que amar significa suportar. Que paciência e compreensão sem limites são virtudes. Mas essa ideia nasce da escassez, não do amor verdadeiro. O amor não pede sacrifícios silenciosos—ele acolhe sua inteireza. A mulher que se perdeu um dia sente o chamado para voltar. No começo, é um sussurro entre noites mal dormidas, lágrimas contidas, raivas inexplicáveis. Depois, vira um grito impossível de ignorar. O resgate não acontece de uma vez. Ele começa quando ela decide que não vai mais se abandonar. É sobre isso que fala “Mulheres que Correm com os Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés. O reencontro com a natureza instintiva. O despertar da mulher que aprendeu a se moldar quando, na verdade, nasceu para ser inteira. Se algo dentro de você já percebeu que é hora de parar de se diminuir para ser amada, talvez esse seja o momento de resgatar sua própria voz.
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