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Sarah Rodrigurs • 6 de junho de 2023

OS DESAFIO DAS MULHERES COM TDAH


O DESAFIO DAS MULHERES COM TDAH 

A vergonha e a auto culpa pode resumir a vida de uma mulher com TDAH. 

As expectativas da sociedade não aceitam as dificuldades executivas de uma pessoa com TDAH, principalmente mulheres. 

Mulheres costumam ser vistas pela sociedade como pessoas organizadas, atenciosas, preocupada e preenchendo uma lista longa de expectativas a qual precisa administrar, a si mesma, a família, o lar, estudo, trabalho... 
Exigindo uma coordenação consistente das funções executivas. Exatamente essas funções que são um dos grandes desafios de uma pessoa com TDAH. 

É como se mulheres não ‘PODEM’ falhar na sociedade imagina uma mulher TDAH?

As funções executivas vamos falar nos próximos conteúdos, mas aqui queremos trazer uma clareza dos desafios enfrentados por mulheres adultas que além de ter suas batalhas internas para lidar com sintomas do TDAH a sociedade espera do “ser mulher”.

A dificuldade em diagnosticar mulheres está nas diferenças de manifestação dos sintomas que não segue o padrão, geralmente é observado apenas a desatenção que é uma das características. Quando falamos em TDAH em mulher é mais comum sendo diagnóstico de desatenção, sendo a hiperatividade vista mais em homens e ai está um dos grandes erros de diagnósticos. 

Médicos e professores geralmente ignoram o TDAH em meninas porque elas exibem sintomas de hiperatividade de maneira diferente. Por exemplo, em uma sala de aula, um menino pode deixar escapar as respostas ou bater o pé repetidamente e se levantar da cadeira, enquanto uma menina pode demonstrar hiperatividade ao falar incessantemente. Uma menina que fala o tempo todo é frequentemente vista pelo professor como tagarela, não hiperativa. 

A falta de estudos da manifestação dos sintomas em mulheres dificulta o diagnóstico sendo mal compreendido e negligenciado. Levando a muitas mulheres sentir uma exaustão mental que passam anos sem saber que sofrem dos sintomas do TDAH.

Blog da Jornada Interior

21 de fevereiro de 2025
O que você sente é amor ou dependência emocional? Nem sempre a resposta é clara. Quando estamos envolvidas em um relacionamento, é fácil confundir a intensidade com amor, a necessidade com apego e o medo de perder com compromisso. Mas o verdadeiro amor não aprisiona, não exige sacrifícios excessivos e, principalmente, não nos faz perder nossa identidade. A dependência emocional muitas vezes se disfarça de amor, mas no fundo, ela se baseia em insegurança, medo e na necessidade constante de validação. Walter Riso, psicólogo e autor de diversas obras sobre o tema, explica que, quando uma relação se torna um refúgio contra a solidão e não um espaço de crescimento mútuo, já não estamos falando de amor—estamos falando de dependência. Se você sente que sua felicidade depende inteiramente do outro ou que não consegue imaginar sua vida sem essa pessoa, talvez seja hora de se perguntar: isso é amor ou apenas medo de ficar sozinha? 8 Sinais de que Você Está Confundindo Amor com Dependência Emocional 1. Você teme ficar sozinha a qualquer custo O pensamento de não ter essa pessoa na sua vida te paralisa. Você não consegue imaginar uma rotina sem ela e sente um vazio insuportável só de pensar na possibilidade da separação. Walter Riso alerta que o amor saudável existe na presença, mas não se anula na ausência. 2. Você sacrifica seus próprios desejos e necessidades Agradar o outro se torna prioridade, mesmo que isso signifique abrir mão dos seus próprios sonhos e vontades. Aos poucos, você se anula para manter a relação. Se o outro se torna o centro da sua vida e você perde sua identidade no processo, isso não é amor—é dependência. 3. Seu amor depende da aprovação do outro Sua autoestima oscila de acordo com a atenção que recebe. Se a pessoa demonstra carinho, você se sente bem. Se ela se distancia, você questiona seu valor. O verdadeiro amor não deveria ser uma busca incansável por validação externa. 4. Você vive em alerta, preocupada com cada comportamento do parceiro O medo de rejeição ou abandono faz com que você vigie cada atitude do outro, buscando sinais de que algo está errado. Sua paz depende do humor e das ações dele. Relacionamentos saudáveis são construídos sobre confiança, não sobre vigilância constante. 5. Você tolera comportamentos abusivos ou desrespeitosos Mesmo quando sabe que está em uma relação prejudicial, permanece. Você justifica atitudes inaceitáveis, perdoa repetidamente e acredita que o amor pode mudar tudo. O amor verdadeiro nunca exige que você suporte o insuportável. 6. Você acredita que a relação vai melhorar se o outro mudar Você se agarra à ideia de que, com tempo e esforço, as coisas vão se ajustar. A esperança de mudança se torna a única razão para continuar. Mas e se a mudança nunca vier? Quanto tempo da sua vida você está disposta a esperar? 7. Sua felicidade depende exclusivamente do relacionamento Seus projetos, sonhos e amizades ficam em segundo plano. Você sente que não há vida fora da relação, como se sem essa pessoa, você deixasse de existir. O amor saudável complementa sua vida, não a consome por inteiro. 8. Você sente culpa por impor limites Dizer “não” parece errado. Você se sente egoísta quando tenta se priorizar, porque aprendeu que amar é sempre ceder. Mas o amor que exige a sua renúncia constante não é amor—é aprisionamento. A Diferença Entre Amor e Dependência Walter Riso resume bem essa questão ao dizer que “a dependência emocional não é amor, é um vício”. Quando estamos emocionalmente dependentes, não amamos de forma livre e saudável—nós nos agarramos ao outro como se fosse a única fonte de felicidade possível. O verdadeiro amor, por outro lado, não gera medo. Ele permite que sejamos quem realmente somos, sem medo de perder, sem precisar se anular, sem precisar implorar por afeto. Se você se identificou com esses sinais, talvez seja o momento de olhar para dentro e se perguntar: o que me impede de me amar primeiro? O primeiro passo para romper esse ciclo é reconhecer que você merece mais. Que sua felicidade não pode depender exclusivamente de alguém. Que o amor verdadeiro não diminui—ele expande. Talvez seja hora de se resgatar.
21 de fevereiro de 2025
Toda mulher, em algum momento, percebe que se perdeu de si mesma. Nem sempre é abrupto. Às vezes, é um processo sutil, como uma maré que, aos poucos, apaga seus contornos, sua voz, seus desejos. Sem perceber, ela começa a se moldar às expectativas alheias, a diminuir sua luz, a aceitar relações que não a nutrem—mas que evitam a solidão. A necessidade de ser escolhida pode se tornar uma prisão invisível. Ela se adapta, cede, justifica ausências, minimiza dores. Convence a si mesma de que aquilo basta. Mas, no fundo, um incômodo persiste. Algo parece errado. E está. Porque quando o amor exige que você se encolha para caber, ele deixa de ser amor e se torna condicionamento. Muitas mulheres carregam a crença de que precisam ser “boas o suficiente” para merecer afeto. Que amar significa suportar. Que paciência e compreensão sem limites são virtudes. Mas essa ideia nasce da escassez, não do amor verdadeiro. O amor não pede sacrifícios silenciosos—ele acolhe sua inteireza. A mulher que se perdeu um dia sente o chamado para voltar. No começo, é um sussurro entre noites mal dormidas, lágrimas contidas, raivas inexplicáveis. Depois, vira um grito impossível de ignorar. O resgate não acontece de uma vez. Ele começa quando ela decide que não vai mais se abandonar. É sobre isso que fala “Mulheres que Correm com os Lobos”, de Clarissa Pinkola Estés. O reencontro com a natureza instintiva. O despertar da mulher que aprendeu a se moldar quando, na verdade, nasceu para ser inteira. Se algo dentro de você já percebeu que é hora de parar de se diminuir para ser amada, talvez esse seja o momento de resgatar sua própria voz.
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